Edição # 89 – Abril de 2015 / Nissan - Iar, 5775
 Lideres do Movimento Reformista reagem às eleições em Israel


Juntamo-nos aos partidários da democracia ao redor do mundo ao admirar a vibração da sociedade israelense e a transparência do seu processo eleitoral. Permanecemos prontos para trabalhar com o Primeiro Ministro, líderes do novo governo, e aqueles na oposição também, para assegurar que Israel se mantenha forte e seguro, e para avançar os valores da democracia, paz, e pluralismo com os quais estamos inabalavelmente comprometidos.

Enquanto nada pode deslocar a nossa celebração pela democracia, nós estamos profundamente preocupados com algumas das táticas de campanha. Estamos preocupados porque o triunfo de ontem pela democracia em Israel pode ter vindo em detrimento dos valores judaicos e democráticos que tanto prezamos.

Em uma mensagem de vídeo enviada aos seus simpatizantes ressaltando que "eleitores árabes estão vindo em massa", o Primeiro Ministro Netanyahu escolheu usar dados demográficos como um calço que ameaça o engajamento dos eleitores. Nenhuma figura pública deveria lamentar o exercício dos seus conterrâneos de votar livremente, se expressando livremente e pacificamente de acordo com os valores da democracia.

Estamos preocupados com a abordagem que o novo governo poderá assumir no trabalho com os vizinhos Palestinos de Israel, e, especialmente com a revogação de última hora do Primeiro Ministro com relação ao seu declarado apoio para uma solução de dois Estados. Quando o Primeiro Ministro diz que se eleito "não haverá um estado Palestino", ficamos sem saber que tipo de futuro ele prevê. Um futuro não democrático no qual uma minoria judaica reina sobre uma maioria palestina? Ou um futuro não judaico no qual a democracia é preservada, mas, inevitavelmente, o caráter judaico do estado vai desaparecer?

Reconhecemos o quão desafiante o momento é, mas também sabemos que uma solução negociada de dois estados permanece a melhor forma de resolver o conflito, cujo peso não devemos deixar cair sobre futuras gerações.
Vamos trabalhar com todos aqueles que compartilham do nosso compromisso para com um Israel no qual o governo não determina as práticas religiosas e oferece uma abordagem pluralística e aberta para com a expressão religiosa. Nós pedimos ao Primeiro Ministro que quando ele forme uma nova coalisão governista, seja uma que reflita transparência e valores pluralistas para todos os cidadãos de Israel, uma coalisão que não reflita a discriminação de uma denominação religiosa sobre a outra, uma coalisão que reflita os valores democráticos e pluralistas expressamente mencionados na Declaração de Independência de Israel.

Ironicamente, talvez, um resultado da eleição é que o nosso papel como judeus da Diáspora se torne ainda mais importante. Há ainda bastante por fazer para reparar a ferida, mas ainda forte – e ainda critica –, parceria EUA/Israel, e nós estamos empenhados em encontrar maneiras criativas e eficazes de ser uma ponte ente os dois governos. Nós incentivamos todos os nossos membros a exercer a sua responsabilidade democrática para influenciar e impactar o Estado Judeu através da votação nas eleições do World Zionist Congress (Congresso Sionista Mundial) – o Parlamento do Povo Judeu.

Enquanto nós continuamos a trabalhar para impedir um Irã nuclear, o governo israelense vai precisar mais do que nunca focar em restaurar relações com os Estados Unidos. As ameaças do Irã contra Israel, contra os interesses americanos e para a estabilidade global devem permanecer no topo da nossa agenda.

Também reconhecemos o trabalho a nossa frente em pedir ajuda especialmente aos jovens judeus, que são mais críticos sobre a política israelense, especialmente quando se trata das relações israelo-palestinas. Eles serão especialmente preocupados com os resultados de das eleições, e trabalharemos para educá-los, treiná-los e apoiá-los em como eles desenvolvem o que certamente será uma sensibilidade pró-Israel distinta e inteligente.

Permaneçamos unidos em nosso compromisso com a segurança de Israel e aos valores que podem torná-la a "luz para as Nações" como temos rezado por gerações.
American Conference
of Cantors (ACC)

Chazan Mark Goldman, Presidente
Rachel Roth, Diretora Geral

Association of Reform
Zionists of America (ARZA)

Rabino Josh Weinberg, Presidente
Rabino Bennett Miller, Diretor Presidente
Central Conference
of American Rabbis (CCAR)

Rabina Denise Eiger, Presidente
Rabino Steve Fox, Diretor Presidente

NFTY: The Reform
Jewish Youth Movement

Debbie Rebinoqitz, Presidente
Michol Zimmerman Burkman, Diretor
Women of Reform Judaism (WRJ)
Blair Marks, Presidente
Rabina Marla Feldman, Diretora

World Union for Progressive Judaism (WUPJ)
Rabino Daniel Freelander, Presidente
Mike Grabiner, Diretor Presidente

Union for Reform Judaism (URJ)
Rabino Rick Jacobs, Presidente
Steve Sacks, Diretor do Conselho de Administração
 Connections 2015



 Mifgash em Connections – Encontro de jovens judeus latino-americanos



 Kallah rabínica vai reunir líderes religiosos antes de Connections 2015
Rabinos e líderes religiosos de todo o mundo terão uma oportunidade única de participar da Kallah rabínica nos dias 12 e 13 de maio, no Rio de Janeiro, antes da realização da Conferência internacional da WUPJ Connections 2015.

O encontro terá a presença do Scholar in Residence e rabino Aaron Panken, presidente da Hebrew Union College - Jewish Institute of Religion e um notável conhecedor do Talmud.

Também estará na Kallah rabínica um dos maiores líderes do judaísmo progressista na América do Norte, rabino Danny Freelander, presidente da WUPJ e que já serviu a Union of Reform Judaism (URJ) por mais de 35 anos.

Para o rabino Joel Oseran, vice-presidente de Desenvolvimento da WUPJ e coordenador da Kallah, "o nosso encontro no Rio nos dará outra oportunidade de conhecer o corpo rabínico regional para discutir questões críticas da nossa agenda coletiva".

Oseran relembra que os primeiros passos nesse sentido já foram dados em uma Kallah realizada em 2014 em Porto Alegre, também no Brasil, quando houve a formação do Conselho Rabínico da América Latina.






 Aulas especiais para alunos talentosos

Junte-se a Josh Nelson e Nashama Carlebach para um aprendizado das técnicas e métodos usados para liderar grupos de pessoas cantando com sucesso. Vamos descobrir ferramentas e técnicas de direção para energizar e envolver qualquer comunidade, e vamos aprender a diminuir a distância entre a bimá e a congregação para dar voz e estimular a congregação a participar. Traga violão, guitarras, etc. e venha pronto para cantar!



 Representante da comunidade de Huánuco/Peru visita Israel
Dr. Juan José Jimenez Bravo, presidente da Comunidad Judía de Huánuco "Beith Etz Chaim", no Peru, se reuniu em Jerusalém com o rabino Joel Oseran, vice-presidente de Desenvolvimento da WUPJ. Na ocasião, conversaram sobre vários temas, como estreitar laços de amizade e fortalecimento entre a comunidade de Huanuco e demais congregações afiliadas à WUJP e a problemática das comunidades judaicas emergentes.

O rabino Oseran ofereceu todo seu apoio para criar novas conexões e também ajudar com a área educativa, coordenada na comunidade peruana pelo rabino Peter Tarlow. Uma das ideias é possibilitar eventuais visitas de outros rabinos da WUJP a Huánuco para que possam conhecer e ajudar a formar uma comunidade mais sólida.



(E - D) Juan Bravo, Anabella Esperanza, Joel Oseran

 Comunidades da AIP rebem visita de seu presidente
David Igdaloff, presidente da Asociación Israelita de las Pampas (AIP), que reúne pequenas comunidades da Argentina, visitou algumas regiões para conhecer de perto suas atividades a realidade do seu dia a dia.

Ele participou de um Cabalat Shabat em Coronel Suarez, do serviço religioso do sábado de manhã na sinagoga de Rivera e de um almoço em Bernasconi. Na ocasião, ele participou de um bate-papo com cerca de 50 pessoas sobre Pessach.

 ACIB recebe Raul Gottlieb



O presidente da WUPJ Latin America, Raul Gottlieb, realizou uma palestra com o tema "Nossos netos serão judeus?" na Associação Cultural Israelita de Brasília (ACIB).

Na apresentação, Gottlieb fez uma análise sobre a evolução da tradição no judaísmo e da sabedoria judaica de adaptar – e reformar – a tradição sempre que isso foi necessário, com o objetivo de manter a relevância da religião e seus valores.




Na opinião do presidente da WUPJ Latin America, a continuidade do judaísmo depende da manutenção de sua relevância para as próximas gerações.

No debate ainda foram discutidas estratégias e medidas que a comunidade tem de qdotar para assegurar a continuidade do judaísmo.
 Neshama e Josh se apresentam em São Paulo



 Seminário Bergman para Educadores Judeus - "Criando conexões significativas"
Para educadores judeus de escolas judaicas e congregações progressistas e liberais de todo o mundo.

Mais uma edição do "The Bergman Seminar for Progressive Jewish Educators" será realizada de 2 a 12 de julho de 2015, em Israel, com o tema "Criando conexões significativas". O curso combina aulas, leitura de textos e visitas a diversos locais onde o conteúdo dos estudos pode ser vivenciado na prática. O currículo multidisciplinar inclui conceitos relacionados à cultura, espiritualidade, linguagem, história e memória, além de tratar dos temas comuns e das diferenças das comunidades judaicas em Israel e na Diáspora. Também serão explorados os três componentes centrais da existência judaica: o povo judeu; a Torá e o Estado de Israel.

A programação completa do seminário e ficha de inscrição estão disponíveis no site.
Mais informações e inscrições podem ser obtidas pelo e-mail saltz@wupj.org.il ou contato@wupj-latinamerica.org.



 Um novo espaço de estudos judaicos do TaMaR para jovens
 da América Latina e Espanha discutirem nossas fontes!



 Pessach 2015



 Perguntas e respostas do judaísmo progressista
Por que algumas famílias realizam somente um seder de Pessach e outras realizam dois sedarim?

A Torá nos (Êxodo 12: 15-16) diz para observar Pessach por sete dias e que o primeiro dia e o sétimo dia serão "uma ocasião sagrada" (Yom Tov). No primeiro dia, o décimo quinto dia do mês hebraico de Nissan, realizamos o seder.

Quando a Torá foi escrita, o início do novo mês foi determinado pela observação da lua. Isto foi feito em Jerusalém. A notícia da lua nova, no entanto, nem sempre chegava em outras cidades fora de Israel em tempo para que o feriado fosse observado

Assim, para as comunidades fora de Israel, foi instituída a prática desenvolvida de observar um dia extra de Yom Tov nos grandes feriados, com Pessach e Rosh Hashaná, por exemplo.

Por conta disso, na Diáspora, são realizados dois sedarim. Os judeus reformistas observam o primeiro dia de Pessach como Yom Tov, mas a maioria não observa o segundo dia dessa maneira. De qualquer maneira, todos podemos realizar ou participar de algum seder durante Pessach, lembrando que não há um limite máximo de número de sedarim que possamos estar presentes.

Resposta adaptada do texto do rabino Victor Appel,
em http://www.reformjudaism.org/practice/ask-rabbi


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