Edição # 88 – Março de 2015 /Adar - Nissan, 5775



 Mifgash



 Lashir BeNefesh - Cantando com a Alma



 Visita de rabino do Brasil ao Chile pode ser modelo de cooperação

Ruben e Chaim em Ruach Ami


O rabino Ruben Sternschein, da Congregação Israelita Paulista (CIP), esteve em janeiro no Chile para uma série de atividades na Comunidad Ruaj Ami. Esta não é a primeira vez que o Rabino Ruben visita Santiago, mas certamente este encontro foi bastante diferente da visita de 2007. Naquela ocasião, a comunidade progressista no Chile havia acabado de abrir suas portas, e hoje a Comunidad Ruaj Ami o recebeu com mais de 130 famílias, uma equipe profissional estabelecida e uma congregação vibrante.

No Cabalat Shabat e no sábado de manhã, Ruben participou dos serviços religiosos e falou sobre a compreensão dos textos da Torá.

No domingo, o rabino participou de Beit Din para sete candidatos à conversão e ainda visitou a Comunidade Judaica Santiago.

A sensação geral após a visita foi de como esta iniciativa pode ser um modelo de cooperação entre as comunidades progressistas da América Latina.




(E-D) Martin Hirch, Chaim e Ruben para o Beit Din


Encontro com membros da comunidade
 Comunidade no Chile ganha novos mantos para Sifrei Torá



A Comunidade Israelita Concepción, província na região central do Chile, começou a utilizar no final de fevereiro novos mantos para os Sifrei Torá, graças ao auxílio de voluntários. Miriam Sanhueza, mãe de um dos jovens ativistas, fez os mantos. Os bordados ficaram à cargo de Eliezer Berant, de Santiago. A comunidade também produziu um filme com o resumo das atividades em 2014. Confira no link.

 "De volta ao Brasil"
Uma delegação do Templo B'nai Abraham, de Livingston, no Estado de New Jersey (USA), esteve no Brasil. O rabino Clifford Kulwin, que já trabalhou na ARI-RJ na década de 1980 e fala português fluente, foi um dos organizadores da viagem. Ele escreveu um texto sobre a visita, intitulado "Back to Brazil", disponível no link (original em inglês), em que lembra do período em que viveu no Brasil e descreve o encontro com representantes de diversas entidades.

"Esta viagem não era simplesmente uma oportunidade para aprender sobre uma comunidade interessante, mas poder ver uma nova perspectiva a partir da qual conseguimos olhar para as nossas próprias vidas como judeus: mesmo nesta parte longínqua, de língua portuguesa do mundo judaico, vimos muita coisa que nos ajudar a ser melhores membros de nossa própria comunidade", conclui o rabino Kulwin.





 Valores e conceitos da festa de Purim - Rabino Sergio Bergman (FJ)
Purim lembra o sorteio que o Hamán (ministro Persa) fez para determinar o dia e mês para a exterminação dos judeus do reino. A salvação do povo chega a través da rainha Ester que é o personagem central do texto (Meguilat) onde se relata esta historia. A festa é de celebração com muita alegria, fantasias e envio de presentes.

O relato de Purim

Purim se comemora em 14 de Adar. O dia anterior é de jejum: Taanit Ester. Relembra os eventos da comunidade judaica da Pérsia na época do Rei Assuero, que tomara como esposa a Ester sem saber que ela era judia. Ester se mantem fiel ao judaísmo graças a direção espiritual do seu tio Mordechai, que também gozava do favor e das graças do rei porque tinha salvado o monarca de uma conspiração. Porém, tem um inimigo declarado no palácio, não somente do Mordechai mas de todos os judeus chamado Hamán, símbolo dos anti-semitas de todos os tempos e que pensa na destruição da comunidade judaica.

Conseguindo convencer o rei de cumprir com o seu plano, lançou a sorte e marcou a data para o extermínio dos judeus do reino em 13 de Adar, chamado Purim (de Pur, sorte). Graças a intervenção de Ester e Mordechai, o rei anula o decreto de Hamán e manda enforcá-lo. Esta historia está relatada no livro de Ester, que se costuma ler no Beit Hakneset. Este livro tem formato de rolo, em hebraico Meguilá. Se costuma bater ou tocar matracas cada vez que durante a leitura aparece o nome do malvado Hamán. Logo continua com uma Seudá (refeição festiva) precedida pela entrega de presentes, especialmente àqueles que mais o precisam. Nesta festa todos se fantasiam para representar a historia e alegrar-se pela salvação do povo naquele tempo.

As Mitzvot:

Os preceitos:

Leitura da Meguilá no Beit Hakneset

Mishloach Manot: envio de presentes

Matanot laevionim: envio de presentes, alimentos aos indigentes. Alegrar-se na festa.

Os Minhaguim:

Costumes típicos:

Se fantasiar, representar a historia, usar elementos barulhentos durante a leitura da Meguilá, comer Oznei Haman, enviar bandejas com doces e pequenos presentes.

Valores:

O bem e o mal como escolhas do homem

O antissemitismo como forma do mal, da destruição, do ódio racial aos judeus. Hamán é um símbolo do mal que pode voltar a cada geração.

Recordar o que nos aconteceu, para não esquecer e estar atentos ao mal que ocorre contra nós e todo outro grupo humano.

Agradecimento pela salvação: não fomos salvos somente uma vez, nem somente D''S é que nos salva: em Purim Ester e Mordechai são instrumentos de salvação.



Expressões históricas onde não tivemos a salvação de Ester e sofremos mortes e perseguições: pogroms na Rússia, a Shoá.

Sionismo e Israel como formas modernas da salvação perante estas situações.

Valores referidos aos costumes:

A alegria como expressão de agradecimento pelo que temos, somos ou recordamos.

A expressão: fazer barulho quando se ouve o nome do Hamán: gritar, denunciar e não calar-se frente ao mal no mundo.

O estudo:

Leitura da Meguilá, ler e contar a historia para recordar e transmitir os costumes e tradições.

A oferenda, dar: entrega de presentes: dar como expressão de plenitude e não somente estar pedindo e recebendo. Dar ao outro algo de si como expressão de afeto e preocupação.

Tzadaká:

Presentes ao necessitados: a ação solidaria como imperativo ético. A Tzadaká é JUSTIÇA SOCIAL, não caridade, é um ato de justiça dar a quem não tem suas necessidades elementares cobertas. A solidariedade é uma expressão de salvação de nossos dias.

O papel das mulheres do nosso povo, como artífices da salvação: Ester, Yael, Ruth, até personagens contemporâneas como Jana Szenesh, Golda Meir.
 TaMaR apresenta: Beit midrash Rosh Chodesh



 Seminário Bergman para Educadores Judeus - "Criando conexões significativas"
Para educadores judeus de escolas judaicas e congregações progressistas e liberais de todo o mundo.

Mais uma edição do "The Bergman Seminar for Progressive Jewish Educators" será realizada de 2 a 12 de julho de 2015, em Israel, com o tema "Criando conexões significativas". O curso combina aulas, leitura de textos e visitas a diversos locais onde o conteúdo dos estudos pode ser vivenciado na prática. O currículo multidisciplinar inclui conceitos relacionados à cultura, espiritualidade, linguagem, história e memória, além de tratar dos temas comuns e das diferenças das comunidades judaicas em Israel e na Diáspora. Também serão explorados os três componentes centrais da existência judaica: o povo judeu; a Torá e o Estado de Israel.

A programação completa do seminário e ficha de inscrição estão disponíveis no site. Mais informações e inscrições podem ser obtidas pelo e-mail saltz@wupj.org.il ou contato@wupj-latinamerica.org.



 Perguntas e respostas do judaísmo progressista
Purim é algo semelhante a um Halloween judaico?

Embora ambos, Purim e Halloween, tenham em comum o costume de as pessoas utilizarem fantasias, as semelhanças param por aí.

Halloween teve origem como um festival celta e, mais tarde, tornou-se um feriado cristão. Utilizar fantasias no "Dia das Bruxas" nos remete, provavelmente, ao século 16.

Já a tradição de usar fantasias em Purim encontra suas origens em uma brincadeira, como se fosse uma sátira, muitas vezes bem humorada, baseadas na própria história dessa festa do calendário judaico. Havia um tempo em que as pessoas costumam se vestir como os personagens de Purim, como a rainha Ester ou seu primo Mordechai. No mundo contemporâneo, muita gente começou a utilizar outras roupas, desde figuras folclóricas da cultura popular local de cada comunidade até personagens de histórias em quadrinhos, da televisão e do cinema.

Em vez de ir de porta em porta pedindo doces – como no Halloween –, o costume em Purim é dar presentes incluindo diversos tipos de comida para os vizinhos e amigos, chamados de mishloach manot.

Resposta adaptada do texto do rabino Victor Appel,
em http://www.reformjudaism.org/practice/ask-rabbi


 News internacional
"Judaísmo Reformista não é uma licença para abandonar os preceitos judaicos; é assumir o compromisso de considerar estes preceitos com sinceridade e viver o judaísmo na sua integridade." Rabbi Larry Milder.

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