Edição # 80 – Junho de 2014 / Sivan-Tamuz, 5774.

 Carta aberta ao presidente eleito de Israel
O presidente da Union for Reform Judaism nos Estados Unidos, rabino Rick Jacobs, publicou no jornal Haaretz uma carta aberta ao presidente eleito de Israel, Reuven Rivlin. Apesar de cumprimentar Rivlin e reconhecer que ele afirmou que pretende ser um presidente para todos – judeus, árabes, drusos, ricos e pobres –, Jacobs demonstrou preocupação com a opinião do novo presidente com relação ao judaísmo reformista.

O líder do movimento religioso lembrou que, após uma visita à sinagoga Emanu-El, em Nova Jersey, em 1989, Rivlin disse não acreditar na religiosidade dos judeus norte-americanos.

"Sr. presidente eleito, somos fortes, estamos orgulhosos e amamos o povo judeu e o Estado de Israel. Honramos e respeitamos as muitas expressões diferentes do judaísmo – desde os ultra-ortodoxos até os judeus seculares. Você pode não concordar com tudo o que fazemos e como expressamos o nosso compromisso com o judaísmo, mas sei que não é menos do que o seu ou o de qualquer um dos rabinos-chefe de Israel", escreveu Jacobs, além de ter feito um convite para que Rivlin visite as congregações reformistas nos EUA em breve.

Veja a carta na integra: link

 WUPJ International reforça equipe de comunicação e marketing


Gidon Ben-Zvi foi apresentado como diretor de comunicação e marketing da WUPJ International. Escritor com trabalhos realizados em Hollywood (EUA), Gidon é norte-americano e já morou em algumas oportunidades em Israel, tendo se fixado em Jerusalém em 2009.

Ele possui experiência no desenvolvimento de estratégias de marketing, relações públicas, publicidade e meios de comunicação. Antes de aceitar o convite da WUPJ, trabalhou no Kenes Group, empresa israelense que organiza eventos e congressos científicos em todo o mundo.

Gidon ainda contribui periodicamente com a produção de textos para veículos de comunicação como Algemeiner, Times of Israel e Jerusalem Post.
 Rabino Sobel é homenageado pelo Governo de SP
O rabino Henry Sobel recebeu das mãos do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, a medalha Ordem do Ipiranga, a mais elevada honraria conferida pelo Estado. "A honraria é reservada aos cidadãos nacionais e estrangeiros que merecem a gratidão dos paulistas por seus méritos pessoais e pelos serviços de excepcional relevância prestados a São Paulo, o que é o caso dos agraciados nesta cerimônia, que vêm prestando um grande serviço não só aos paulistas mas também aos brasileiros," afirmou Alckmin na solenidade realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Na mesma ocasião foi homenageado o médico cardiologista José Eduardo Moraes Rego Sousa.



(E-D) Governador Geraldo Alckmin, rabino Henry Sobel e vice-chanceler da Ordem do Ipiranga, Adilson Cezar
 Judaísmo progressista na Europa
A European Union for Progressive Judaism (EUPJ) realizou em abril sua conferência bienal, em Dresden, na Alemanha, com mais de 300 participantes, incluindo líderes da WUPJ Internacional.

Com o tema "Reflections on Faith in Action", o encontro promoveu o debate de diversos temas instigantes para o judaísmo progressista na Europa, como o papel das mulheres na religião, a identificação com o Estado de Israel e a presença da música nos serviços religiosos. Um dos workshops cujo tema foi Ética e Cashrut teve como coordenadora Miriam Vasserman, vice-presidente da WUPJ-Latin America e membro do conselho internacional da WUPJ. Este painel abordou vários pontos de vista progressistas sobre Cashrut, meio ambiente e sustentabilidade. Foram panelistas: Rabina Janet Darley, Rabino Menno ten Brink, Danielle Touati e Jonathan Woolliff. A escolha de Dresden também teve um significado especial por ser uma das maiores comunidades judaicas da Alemanha à época da Segunda Guerra Mundial. Também foi nessa cidade onde, há cerca de uma década, foram ordenados os primeiros rabinos em solo alemão após a guerra.



(E-D)Miriam Vasserman & Jonathan Woolliff

A próxima conferência bienal da EUPJ está marcada para abril de 2016, em Londres.

The EUPJ – Faith in Action Dresden Conference 2014: Video

 SIBRA na Copa – para todos os judeus do mundo


Prefeito de Porto Alegre, José Fortunati entre Guershon Kwasniewski (E), líder religioso e Sergio Caraver, presidente
da SIBRA. Foto: Divulgação.

A Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência (Sibra) foi escolhida pela Prefeitura de Porto Alegre como a sinagoga oficial da Copa do Mundo da FIFA na cidade. A ideia é que seja uma referência para judeus de todo o mundo que visitem Porto Alegre, uma das cidades-sede do mundial de futebol.

Antes da abertura da Copa, a Sibra realizou o Shabat das Nações, com a presença do prefeito José Fortunati e autoridades de diferentes países e de outras religiões, como os cônsules da Alemanha, Canadá e Espanha e o representante do centro cultural islâmico, Ahmad Ali.

As comunidades judaicas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador também se organizaram para receber turistas judeus, principalmente de Israel e Argentina, durante a Copa.

 Visita à Comunidade de Santos
No mês de maio, por ocasião de Lag Baomer, a sinagoga de Santos organizou uma atividade especial para seus freqüentadores, como faz de tempos em tempos. A comunidade judaica de Santos é antiga e hoje está estruturada em torno da Sinagoga e do Clube recreativo.


A comunidade está estimada em 120 famílias, além e outras 30 famílias que residem alternadamente na cidade de São Paulo e em Santos.

Foi apresentado um panorama internacional da WUPJ, bem como reflexões e ensinamentos sobre LAG BAOMER. Outro aspecto trabalhado foi o tema da importância de uma pequena comunidade judaica estar forte e ancorada em valores para poder dar seguimento ao trabalho de manutenção da tradição judaica da cidade e das novas gerações.

No evento de Lag Baomer, estiveram presentes em torno de 45 pessoas. Nessa ocasião, antes do Kidush, o diretor executivo da WUPJ-Latin America, Sergio Napchan fez sua fala e reflexões. O convite foi feito pelo casal Zonis, ativistas engajados e comprometidos e que lideram os serviços da Sinagoga e os rumos da Comunidade Judaica Santista.
 POA2014



 Lançamento de nova edição da revista Devarim
A nova edição da revista Devarim – número 23 – traz um texto do rabino David Ellenson, reitor do Jewish Institute of Religion do HUC, seminário rabínico do movimento reformista.

O início do artigo é intrigante: "As origens do rabinato enquanto profissão estão envoltas nas brumas da antiguidade. Enquanto a tradição judaica identifica Moisés como "Moshé Rabeinu" / "Moisés, nosso Rabino", a própria Bíblia nunca o identifica como tal e nem ao menos a palavra Rabino aparece nas escrituras judaicas."

Devarim publica textos inéditos escritos por expoentes do pensamento judaico da atualidade e integrantes das comunidades reformistas no mundo inteiro.

A edição 23 inclui ainda uma vasta coleção de temas, desde a lembrança de Ben Gurion no quadragésimo aniversário de seu falecimento até o impacto de Arik Einstein na formação da música israelense, passando por aspectos do antissemitismo da ditadura de Vargas, uma interpretação original sobre os primeiros capítulos de Bereshit, o pensamento dos Rabinos da ARI, uma análise da obra de Charlotte Delbo, o conflito intra-religioso entre liberais e ortodoxos e a visão de Paulo Geiger sobre democracia e judaísmo.

A revista é distribuída gratuitamente aos sócios da ARI e a todos os que se cadastram no site www.devarim.com.br. O site também conta com a biblioteca eletrônica da revista.


 Connections 2015




 Perguntas e respostas do judaísmo progressista

O que o Judaísmo Progressista tem a dizer sobre a Torá e a Bíblia?

Na condição de judeus progressistas vemo-nos diante de um documento antigo, cuja linha histórica geral consideramos verdadeira, mas cujas várias estórias trazem em si bem claras as marcas do ambiente em que foram escritas, bem como a visão de mundo específica e muitas fezes falível, de seus autores. Como Judeus reafirmamos a idéia de que a Torá nos revela a palavra divina de Deus. Desta forma, a consideramos como uma obra de verdade eterna, cujo todo é maior do que a soma de suas partes.

Por ser a Bíblia o Livro de nosso Povo, nós a consideramos com amor e respeito. Ela é certamente um testemunho vivo do pacto eterno entre Deus e Israel. A Bíblia Hebraica é o registro escrito do início da história e da identidade judaicas, sobre cujo texto foi construída uma civilização religiosa cheia de vitalidade. Os livros da Bíblia compreendem um período de mil anos e nos descrevem o desenvolvimento de uma nova e surpreendente atitude em relação a Deus e ao comportamento ético.

Para o judeu a Bíblia é o cerne de uma vasta literatura correlata. A postura do Judaísmo Progressista é de valorização e apreço por esta herança. Nenhom texto, no entanto, por mais antigo que seja, pode ser utilizado para justificar o que é moralmente injustificável. O antigo texto hebraico e aramaico deve ser compreendido no contexto de sua época, já que não surgiu em um vácuo cultural, econômico e religioso.

Com a volta do Povo de Israel à Terra de Israel na época moderna, a linguagem da Bíblia tornou-se ainda mais importante e os estudos bíblicos floresceram. A arqueologia do Oriente Médio, o conhecimento de antigos idiomas relacionados ao hebraico e a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto expandiram em muito nosso conhecimento e aumentaram nossa valorização do passado.

O estudo da Bíblia tornou-se uma tarefa compartilhada por estudiosos judeus e não-judeus, reduzindo diferenças religiosas e estimulando a cooperação entre estudiosos de diferentes religiões.



World Union for Progressive Judaism - Latin America
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