Edição # 79 – Maio de 2014 / Iyar-Sivan, 5774.

 WUPJ América Latina profissionaliza liderança
Caros "chaverim",

Gostaríamos de comunicar que temos um novo diretor-executivo, recém-contratado para trabalhar para a WUPJ, região da América Latina. Seu nome é Sergio Napchan, brasileiro, 49 anos, residente na cidade de São Paulo. Sergio possui uma larga experiência profissional no âmbito da comunidade judaica brasileira, além de formação acadêmica nas Comunidades Judaicas da Argentina e EUA. Estudou no LEATID, em Buenos Aires, e Brandeis University, em Whaltham- MA, também incluindo parte de sua formação pessoal e judaica em Israel.

Sergio Napchan dará continuidade ao trabalho que está sendo desenvolvido pela equipe de ativistas, rabinos e profissionais engajados, filiados e comprometidos com a causa do judaísmo reformista.

Um dos objetivos principais da WUJP ao profissionalizar o trabalho na região da América Latina é o de tornar a mensagem ideológica do Movimento o mais acessível possível, conhecida e atraente para outras Congregações e famílias. O potencial de crescimento é significativo, pois deve seguir a própria tendência verificada nos principais centros judaicos espalhados pelo mundo. Outro objetivo importante é o de consolidar uma presença relevante em termos de formação de novas lideranças para a região, sejam voluntários ou profissionais, comprometidas com uma visão de um judaísmo vibrante e transformador, sempre em conjunto com as Congregações, rabinos e profissionais das próprias comunidades.

Sergio fará contato com as Congregações e suas respectivas lideranças, com o intuito de entender as necessidades e buscar soluções em conjunto, para endereçar demandas futuras, conceber novos projetos e promover sinergias com a organização do Movimento no exterior.

Damos boas vindas a ele, com a expectativa e esperança que possamos todos juntos continuar a crescer como Congregações, fomentar e difundir nossa causa, de um judaísmo progressista, que seja inclusivo, igualitário, relevante e significativo em nossas vidas e de nossas famílias.


Baruch habá – Seja bem-vindo, Sergio!






Raul C. Gottlieb

Presidente


Miriam Vasserman
Vice-presidente


 Novo presidente da WUPJ Internacional toma posse em setembro


O rabino Daniel Hillel Freelander foi anunciado como novo presidente da WUPJ a partir do dia 1º de setembro. Atualmente, ele trabalha como vice-presidente da Union for Reform Judaism na América do Norte e a sua indicação é apontada como uma oportunidade para a tornar ainda mais fortes os vínculos entre as duas instituições.

"Ele traz consigo uma larga experiência em liderança e um profundo entendimento de como fortalecer o compromisso e a identidade judaica", afirmou Mike Grabiner, chairman da WUPJ.

Freelander é um dos líderes da URJ desde 1975, ocupando diversos cargos de direção e tendo participado ativamente da organização de conferências e programas em Israel, dentre diversas outras atividades comunitárias.

"Estou extremamente animado para aplicar minhas habilidades e demonstrar o amor pelas sinagogas vibrantes em uma escala internacional. Se por um lado vou ter de deixar de lado meu trabalho do dia a dia nas congregações da URJ, por outro estou ansioso para aprender e desenvolver novos modelos de comunidades dinâmicas com judeus ao redor do mundo", revelou o rabino.
 Leshaná Habá Birushalaim – Pessach na WUPJ América Latina
Antes mesmo de Pessach começar, as congregações da WUPJ América Latina já estavam organizando atividades para lembrar a libertação dos judeus no Egito Antigo.

Uma das novidades deste ano foi a exposição "Ma Nishtana – O que as hagadot tem de diferente?", realizada durante quase todo o mês de abril na Congregação Israelita Paulista (CIP), em São Paulo. A mostra reuniu 30 hagadot, incluindo desde um exemplar de 1894 até publicações atuais, demonstrando a transformação do pensamento e da história judaica ao longo do tempo.


Ainda na CIP, o Clube das Vovós Lotte PInkuss realizou o seu tradicional pré-seder, com quase 150 pessoas que participaram com muita alegria.

Em Recife, o Centro Israelita de Pernambuco também organizou um pré-seder, com cerca de 300 pessoas, em conjunto com a Federação Israelita de Pernambuco e outras instituições.

No Templo Libertad, em Buenos Aires, ativistas da Congregación Israelita de la Republica Argentina (CIRA) tiveram a oportunidade de estudar em conjunto como fazer os preparativos para Pessach em suas casas e no dia a dia.

Em Porto Alegre, a Sociedade Israelita Brasileira de Cultura e Beneficência (Sibra) mais uma vez aproveitou a comemoração de Pessach para promover o diálogo inter-religioso, com a presença do arcebispo de Porto Alegre, dom Jaime Spengler, no seder comunitário, trazendo mensagem do Papa Francisco. Também estiveram presentes o bispo auxiliar, Dom Agenor Girardi; Payam Neda, representante da fé Bahai; e o prefeito José Fortunati.

O acendimento das velas de Iom Tov foi um dos momentos marcantes do seder comunitário que reuniu mais de 150 pessoas na Associação Religiosa Israelita do Rio de Janeiro (ARI). A presença dos jovens do movimento juvenil Chazit Hanoar também foi um destaque, com um debate sobre personagens com diferentes perspectivas do conceito de liberdade.

Como não poderia deixar de ser, Pessach também ganhou espaço na agenda das comunidades da Asociación Israelita De Las Pampas, na Argentina. Vídeos, músicas, danças e atividades de entretenimento fizeram parte dos sedarim comunitários em Coronel Suarez, Concepción, Avellaneda, Rivera e Roque S. Peña, Chaco. Na comunidade de Paraná, as crianças da escola Martín Buber preparam apresentações e os adultos participaram de uma "aula gastronômica" sobre os pratos de Pessach.

A garotada também se divertiu na Fundación Judaica, em Buenos Aires, cantando o Ma Nishatana e fazendo a busca do Afikoman. Além do seder comunitário, a escola Arlene Fern ainda organizou uma atividade para pais e filhos.

A Comunidade Judaica de Concepción, no Chile celebrou um belo seder em uma atmosfera agradável e harmônica com música, vídeos e um ritual divertido e participativo.

A Fundación Centro de Espiritualidad Judía Mishkan, em Buenos Aires realizou seu Seder comunitário conduzido pelo rabino Reuben Nisenbom.



ADAT Israel. na Guatemala planejou um Pessach muito especial que incluiu toda a Congregação. Tiveram convidados especiais este ano - visitantes da embaixada dos EUA. Num espaço pequeno, mas acolhedor, todos se reuniram num clima alegre e festivo. Em diferentes idiomas, em uma gama de faixas etárias, todos juntos desfrutaram a refeição especial que incluía um Charoset feito no estilo da Guatemala, com feijões.

 A importância da educação judaica em debate
A Escola Elizer Max rganizou o "Simpósio Internacional Novas Fronteiras da Educação Judaica no Brasil" em abril, em parceria com a Associação Religiosa Israelita do Rio de Janeiro (ARI).

O objetivo do encontro foi promover a reflexão sobre os caminhos para o fortalecimento das escolas judaicas no Brasil. O evento contou com três palestrantes internacionais: Muki Tsur, do Bina – Centro de Estudos de Identidade Judaica e Cultura Hebraica de Israel; e os professores Yosi J. Goldstein, da Universidade Hebraica de Jerusalém e Joshua Holo, do Hebrew Union College, dos EUA.

Textos e vídeos sobre o simpósio estão disponíveis no site www.simposioeliezermax.com.br

 Lançamento da revista Devarim
A nova edição da revista Devarim – número 23 – traz um texto do rabino David Ellenson, reitor do Jewish Institute of Religion do HUC, seminário rabínico do movimento reformista.

O início do artigo é intrigante: "As origens do rabinato enquanto profissão estão envoltas nas brumas da antiguidade. Enquanto a tradição judaica identifica Moisés como "Moshé Rabeinu" / "Moisés, nosso Rabino", a própria Bíblia nunca o identifica como tal e nem ao menos a palavra Rabino aparece nas escrituras judaicas."

Devarim publica textos inéditos escritos por expoentes do pensamento judaico da atualidade e integrantes das comunidades reformistas no mundo inteiro.

A edição 23 inclui ainda uma vasta coleção de temas, desde a lembrança de Ben Gurion no quadragésimo aniversário de seu falecimento até o impacto de Arik Einstein na formação da música israelense, passando por aspectos do antissemitismo da ditadura de Vargas, uma interpretação original sobre os primeiros capítulos de Bereshit, o pensamento dos Rabinos da ARI, uma análise da obra de Charlotte Delbo, o conflito intra-religioso entre liberais e ortodoxos e a visão de Paulo Geiger sobre democracia e judaísmo.

A revista é distribuída gratuitamente aos sócios da ARI e a todos os que se cadastram no site www.devarim.com.br. O site também conta com a biblioteca eletrônica da revista.
 Lag BaOmer: O que é e como celebramos?
Lag BaOmer é um feriado festivo menor que cai durante as sete semanas entre Pessach e Shavuot (conhecido como o Omer), este ano, ocorrendo em 18 de maio. É comemorado com fogueiras e piqueniques, bem como estudo e reflexão.

Lag BaOmer não é mencionado na Torá e apenas insinuado no Talmud. Assim, não há nenhum ritual formal associado com o feriado. No entanto, uma série de rituais de Lag BaOmer atraentes e significativas têm evoluído ao longo do tempo.

Lag BaOmer é uma forma abreviada de dizer o 33º dia do omer. Além de monitorar os ciclos agrícolas, omer marca o período entre Pessach, que comemora o êxodo do nosso povo do Egito, e Shavuot, que comemora a doação da Torá no Monte Sinai.

A viagem do Egito ao Sinai era não só bíblica, mas também espiritual. Enquanto os israelitas caminhavam pelo deserto, precisavam também encontrar o caminho deserto de suas almas, preparar-se não só para receber a Torá, mas aceitar a Torá.

Historicamente, o período do Omer é um tempo de semi luto, quando casamentos e outras festividades são evitados, em memória de uma praga que matou milhares de alunos de Rabi Akiva, um erudito talmúdico. Lag BaOmer foi o dia em que a praga cessou e assim tornou-se um dia em que os rituais de luto são abandonados e são substituídos com grande alegria.

Celebrações de Lag BaOmer são festas geralmente ao ar livre, incluindo as fogueiras, e muita diversão. Especialmente em Israel, crianças, jovens e velhos estarão compartilhando um piquenique. As fogueiras acesas em comemoração são supostamente para simbolizar a luz da Torá.

 Perguntas e respostas do judaísmo progressista

De que forma os Judeus Progressistas observam o Shabat?

O Judaísmo Progressista enfatiza a natureza positiva do Shabat, para que o sétimo dia possa tornar-se uma experiência de renovação - um dia de santidade e de renovação espiritual. É a nossa oportunidade de escapar do corre-corre do dia a dia e tornar o Shabat um dia especial. São três os princípios básicos dessa observância:

1. Santificar o Shabat, em nossas casas e na sinagoga. A celebração de sexta-feira à noite em casa inclui o acendimento de velas e a recitação do Kiddush, além de outras orações e canções. Na sinagoga, as orações comunitárias e a leitura do trecho semanal da Torá santificam este dia especial.

2. Honrar o Shabat, que não deve ser tratado como um dia "secular". Mesmo nossas roupas devem refletir o sentimento de um período sagrado. Muitas pessoas dedicam este período a atividades diferentes de seus afazeres de todo dia.

3. Aproveitar o Shabat. A tradição fala de três refeições especiais de Shabat. É bem possível que em tempos antigos três refeições por dia fossem algo excepcional, mas existem outras formas de aproveitar o Shabat com atividades prazeirosas. Este pode ser o dia perfeito para visitas a familiares e amigos.

O Shabat constitui uma parte essencial da observância judaica. Não é apenas o único dia festivo mencionado nos Dez Mandamentos, mas tem, sobretudo, feito parte da vivência comunitária judaica há gerações. Constitui uma opportunidade preciosa de separar-nos das complexidades comerciais e tecnológicas da vida moderna.

Em outras palavras, o Judeu Progressista é instado a frequentar os serviços de Shabat, celebrar este dia especial em sua casa, em torno da mesa de jantar, a encontrar-se com seus amigos, a ouvir a leitura da Torá e participar das discussões, a ler, a estar em contato com a natureza e a despedir-se do Shabat com a bela cerimônia da Havdalá.

Como escreveu o moderno poeta Ahad Ha'am: Mais do que Israel ter mantido o Shabat, foi o Shabat que manteve Israel".


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