Edição # 67 – Fevereiro de 2013 / Adar 5773

 Declaração da World Union sobre o Memorando de Entendimento do Congresso Argentino

21 de fevereiro de 2013
11 Adar, 5773

Nos últimos dias, a República Argentina enviou às casas do Congresso Argentino um memorando de entendimento com a República Islâmica do Irã. Se as casas do Congresso adotarem este memorando, um relacionamento será criado entre as duas nações e será respaldado por lei. A comunidade judaica da Argentina, bem como grande parte do publico Argentino, rejeitam este relacionamento, pois a Republica Islâmica do Irã é acusada do cruel ataque terrorista contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em 1994 e ainda não respondeu pelos seus crimes. Além disto, a República Islâmica do Irã continua a negar o fato histórico do Shoa, e clama pela destruição do Estado de Israel. O Irã também culpa Israel pelo ataque na AMIA, ofensivo em todos os níveis e uma afronta à memória das muitas vidas sacrificadas naquele dia.

A World Union for Progressive Judaism apoia a comunidade Judaica da Argentina e todas as pessoas decentes em todo o mundo, na repudia deste memorando espúrio entre os dois países. O Irã está tentando usar um relacionamento com a República Argentina para ocultar as suas odiosas posições e políticas. A World Union for Progressive Judaism pede para as casas do Congresso da Argentina que rejeitem este memorando de entendimento. Nós também pedimos ao governo argentino que continue com a investigação e acusação daqueles responsáveis pela tragédia do ataque a bomba da AMIA há quase duas décadas.

Mike Grabiner, Presidente do Conselho, WUPJ
Miriam Vasserman, Presidente, WUPJ-LA
Dr. Philip Bliss, Presidente do Comitê de Advocacia

 Lashir Be Nefesh será no mês que vem

O seminário Lashir Be Nefesh (Cantando com a Alma)
chega à sétima edição, nos dias 10, 11 e 12 de março,
na ARI-Rio de Janeiro. O programa proporciona estudos práticos e teóricos com o objetivo de capacitar chazanim, cantores, Shlihei Tzibur (condutores das orações), integrantes de corais litúrgicos, profissionais e voluntários
da área musical das comunidades que fazem parte
da WUPJ-LA.

Desta vez, o seminário terá a participação especial
do chazan argentino Isidoro Abramowicz, educador musical e regente de coro. Atualmente, Abramowicz
atua como chazan convidado nas sinagogas Mishkenot Beit Ruth-Daniel e Reform Synagogue Kiriyat Ono,
ambas em Israel.

Além da vivência nas comunidades israelenses,
o cantor ainda participou ativamente da reconstrução
do Judaísmo Reformista na Alemanha, onde trabalhou
em diversas instituições entre 2005 e 2009.

O seu lado artístico também é valorizado com apresentações de recitais de diversos gêneros musicais
em Israel, nos Estados Unidos e na Europa.

Mais informações sobre o evento que será realizado
na ARI-Rio de Janeiro podem ser obtidas pelo telefone
+55-21-2156-0444, com Ana Elena, ou pelo e-mail ana.garrido@arirj.com.br
.

 Connections 2013 - "Fazendo a diferença" – Últimos preparativos

A 36ª Convenção Internacional da WUPJ – Connections 2013 – "Fazendo a Diferença" já tem confirmados seus
primeiros palestrantes e temas que serão abordados nas palestras e painéis. O encontro bienal será realizado
mais uma vez em Israel, entre os dias 28 de abril e 5 de maio. Mais informações para os interessados em
se inscrever estão disponíveis aqui.

Os organizadores da Connections 2013 buscaram formar uma ampla relação de assuntos envolventes e inspiradores para a comunidade judaica em todo o mundo, incluindo, por exemplo, desde os desafios sociedade contemporânea – incluindo as relações entre as novas tecnologias e a religião – até reflexões sobre como as comunidades podem se tornar mais acolhedoras.

Palestrantes confirmados e homenagens

Entre os palestrantes confirmados está o Rabino Rick Jacobs, presidente da Union for Reform Judaism (URJ), que vai compartilhar com os participantes suas visões e profundo compromisso com Tikun Olam, o Estado de Israel, a justiça social global e a igualdade.

Jacobs foi consagrado em 2000 com o International Humanitarian Award (IHA), mais importante homenagem da WUPJ a líderes visionários globais, em reconhecimento a suas contribuições para a sociedade e para a construção de um mundo mais justo e plural.

O presidente da URJ atuou em diversas comunidades dos EUA, tendo sido o fundador de um dos primeiros abrigos para sem-teto em Nova York. Outras demonstrações de seu comprometimento com as causas humanitárias foram a visita que fez ao Haiti, após o terremoto que devastou o país em 2010; a viagem para conhecer a situação de refugiados no Chade, na fronteira com Darfur (Sudão); e suas participação em iniciativa do diálogo inter-religioso, tendo inclusive participado de uma conferência de líderes muçulmanos.

A convenção da WUPJ também contará com a presença de Ruth W. Messinger, presidente do American Jewish World Service, que será homenageada com o IHA neste ano. Depois de 20 anos de serviço público em Nova York, Ruth passou a dedicar-se à comunidade judaica, tendo sido chamada diversas vezes para aconselhar o presidente Barack Obama sobre temas internacionais, como o combate à pobreza e, por exemplo, a crise no Sudão. Publicações da comunidade judaica em todo o mundo já colocaram Ruth no topo da lista dos judeus mais influentes do planeta. Em sua palestra, Ruth vai falar sobre os judeus como cidadãos globais, sua responsabilidade de contribuir para moldar um futuro justo e como podem ser poderosos agentes de mudança no século 21.

Outros oradores serão Irwin Cotler e David Grossman. Cotler é membro do Parlamento canadense, professor emérito de Direito na Universidade McGill e ex-ministro da Justiça e Procurador-Geral do Canadá. Se destaca pela atuação marcante nas áreas de liberdade de expressão, liberdade de religião, diretos das minorias e da justiça de crimes de Guerra. Já Grossman, é escritor israelense com obras traduzidas para mais de 30 idiomas. Escreveu oito romances aclamados internacionalmente, além de relatos jornalísticos e trabalhos literários e teatrais destinados ao público infantil.

Momentos de emoção

Além de incluir encontros como palestras, debates e painéis, a programação da convenção Connections 2013 também traz a oportunidade de os participantes conhecerem Israel de uma maneira diferente, com roteiros específicos e que vão proporcionar momentos de emoção para todos, inclusive com tours antes e depois da conferência. O encontro terá ainda cerimônias religiosas, com destaque para o Cabalat Shabat, e performances surpreendentes de artistas de diversas partes do mundo, comprovando que a música pode ser uma relevante fonte de inspiração para os serviços religiosos em todas as comunidades judaicas.

Antes da abertura oficial, como já é uma tradição, haverá a Kallah Rabínica, encontro de líderes religiosos de inúmeros países. E, durante o encontro, também serão realizadas atividades especialmente preparadas para os integrantes do movimento juvenil TAMAR – Tnuat Magshimim Reformit.
 WUPJ Latin America dá as boas vindas para novas afiliadas

Purim teve significado ainda mais importante para a WUPJ Latin America, com a inclusão de duas novas congregações ao seu quadro de afiliados, por decisão unânime. Passam a integrar a WUPJ Latin America o Centro Israelita de Pernambuco, em Recife, e a Associação Cultural Israelita de Brasília – ACIB, ambas no Brasil.

Assim, a WUPJ Latin America também renova sua missão de construir pontes entre as congregações Reformistas / Progressistas na região, apoiando e organizando programas de conteúdo judaico inclusivo.


Centro Israelita de Pernambuco


Associação Cultural Israelita de Brasília
 Vice-presidente da WUPJ –LA é destaque na Reform Judaism Magazine

Confira entrevista com Raul Cesar Gottlieb, vice-presidente da WUPJ América Latina, membro do conselho da ARI – Associação Religiosa Israelita do Rio de Janeiro, e editor chefe da revista Devarim, publicada pela Reform Judaism Magazine, principal veículo de comunicação do Judaísmo Reformista no mundo:


Rio de Janeiro: Cultura e Comunidade


O que emociona os turistas no Rio?

O Brasil é um país muito acolhedor. Esteja pronto para ser rodeado por pessoas sorridentes 24 horas por dia, sete dias por semana, para beber "caipirinhas" (uma bebida alcoólica forte feita de limão, açúcar e aguardente de cana de açúcar "cachaça"), e para relaxar ao sol.

A zona sul do Rio, situada entre a Serra do Mar e o Oceano Atlântico, oferece vistas espetaculares tanto do topo da montanha para baixo como da praia para cima.

Um destino obrigatório é o desfile de Carnaval em fevereiro, que é emocionante demais para ser descrito em palavras; por favor, veja no YouTube e venha. E venha ao um jogo de futebol; quando você se senta no meio das torcidas, você se sentirá parte do nosso ritual animado.




Quais são algumas das delicias culinárias?

O Rio é famoso pelas Churrascarias rodízio onde dezenas de tipos de carne são servidas, junto com uma suntuosa variedade de acompanhamentos, incluindo todo tipo de saladas, peixes e queijos.




Quais são as suas melhores dicas de viagem?

Adquira o meu guia favorito, How to Be a Carioca (Como ser um Carioca) da Priscilla Goslin, um pequeno e prazeroso livro que captura a alma do Rio de Janeiro.

Também tenha cuidado enquanto viaja. Evite carregar consigo o passaporte e objetos de valor. Escolha destinos populares como o Pão de Açúcar (bondinho), o Corcovado (uma montanha com vista magnífica), Ipanema (uma praia popular), Copacabana (outra praia popular), e o Jardim Botânico (um jardim botânico com uma coloção importante de plantas tropicais).




Como é a vida Judaica no Rio?

No Brasil, os Judeus são uma pequena maioria – 0,05% de 195 milhões de pessoas. No Rio, 30.000 judeus estão bem integrados dentre os 12 milhões de "cariocas" (como se chamam as pessoas que nasceram no Rio de Janeiro). Nossa comunidade judaica é bastante ativa e diversa. Existem 20 sinagogas: uma Reformista, uma Conservadora e várias correntes de Ortodoxia. Temos também três escolas judaicas grandes (duas pluralistas e uma ortodoxa) bem como organizações assistenciais, culturais, funerárias, femininas, sionistas e sociais – aproximadamente 80 no total!

No Rio, a maior congregação é Reformista, nossa própria Associação Religiosa Israelita (ARI) com 900 famílias. Fundada por judeus Alemães em 1942, hoje atrai judeus de todos os tipos atraídos pela modernidade, igualitarismo
e o balanço de espiritualidade e racionalidade. A congregação está sempre agitada com atividades religiosas,
culturais e sociais.


Como são os serviços do Shabat?

Antes do serviço, quase todos os presentes participam de uma reunião festiva que chamamos hora do cafezinho, conversando sobre a semana e desfrutando da companhia dos amigos.

Agora, imagine-se no nosso santuário principal, construído no formato de uma tenda do deserto, com duas janelas laterais de vitrais representando a sinceridade do judaísmo. A maioria das noites de sexta feira o espaço fica cheio com cerca de 500 pessoas, membros e não membros por igual, atraídos pelas mensagens intelectualmente desafiadoras que emanam do nosso púlpito, pela linda musica, e pelo ambiente genuinamente amigável. Nossos rabinos – Rabino Sergio Margulies, um Brasileiro que era membro da ARI desde criança, e o Rabino Dario E. Bialer da Argentina – seguem uma longa tradição (que começou com o Rabino Henrique Lemle, nosso rabino fundador Alemão) de colocar em evidência as principais questões e preocupações dos judeus contemporâneos. E toda vez que Israel é ameaçado ou celebrado, a ARI serve como o centro de atividade para a fortemente sionista comunidade Judaica Brasileira.

Os serviços religiosos são quase todos em hebraico, com muito pouco português. Como o Brasil é o único país da América Latina onde se fala português e não espanhol, a ARI utiliza siddurim próprios em hebraico e português para o Kabbalat Shabat, e livros de reza editados pela congregação liberal de São Paulo para todos os outros serviços.

Kipot (pequeno chapéu) e talitim (xale para reza) são obrigatórios para os homens – um costume que vem das origens germânicas da nossa congregação. No Judaísmo Reformista Europeu, a utilização de talitot e kipot pelos homens sempre foi obrigatório; congregações Norte Americanas começaram a abandonar esta prática na década de 1890. Dito isto, como somos uma comunidade igualitária, kipot e talitim podem ser usadas pelas mulheres também. As mulheres participam por igual em todas as maneiras. Alguns anos atrás tínhamos uma rabina mulher, Rabina Sandra Kochman, a primeira mulher a servir como rabina de uma comunidade no Brasil.


Como é a musica do culto?

Nossos dois chazanim (cantores) – Oren Boljover da Argentina e Andre Nudelman, que também é membro da nossa comunidade desde a sua juventude – conduzem as rezas musicais, acompanhados por um órgão eletrônico.

A musica inclui muitas composições de Louis Lewandowski e outros compositores Alemães do século 19 – um reflexo das origens dos nossos fundadores – junto com musica moderna e participativa, incluindo algumas peças de jazz e um toque de musica Brasileira e Sul Americana.


O que mais é único na ARI?

A ARI realiza um minian toda noite, sete dias por semana, que fornece uma oportunidade para a comunidade recitar o Kadish e de rezar no fim de um dia de trabalho.

Durante as Grandes Festas, os nossos serviços atraem mais de 3.000 judeus – uma façanha notável para uma congregação de 900 e uma comunidade judaica de 30.000. Outras congregações também ficam lotadas. Isto diz muito sobre como os judeus brasileiros se sentem com relação a fazer parte de uma comunidade religiosa; mesmo o menos praticante deles estará numa sinagoga em Rosh Hashaná e Yom Kipur.


Quais são as outras prioridades da ARI?

No espectro cultural, a ARI publica a Devarim, uma revista de alto nível cujo objetivo é fortalecer a percepção do judaísmo reformista no Brasil e de mudar a noção errada de que as congregações reformistas são "como igrejas". Nós imprimimos aproximadamente 5.000 cópias três vezes por ano e distribuímos de graça por todo o Brasil.

Nós também enfatizamos consciência social e ativismo. Reconhecendo que pessoas com necessidades especiais são seres humanos produtivos e criativos, nós criamos um espaço dentro da sinagoga para que eles utilizem diariamente, geralmente para fazer artesanato – em vez de vê-los relegados a um mundo paralelo quase invisível. Nosso movimento juvenil, Chazit Hanoar, desenvolve programas contínuos de ensino e recreação com crianças de comunidades carentes do Rio, ajudando eles a se organizar como movimento juvenil, o que fortalece a sua autoestima. O Comitê de Ação Social recolhe produtos essenciais (remédios, comida, roupas, etc.); apoia o Balé Santa Teresa, uma escola de balé para crianças carentes; e ajuda a contratar professores para a educação suplementar necessária para preparar os alunos para o vestibular, pois o nível de ensino nas escolas públicas é lamentavelmente inadequado.


Por favor, venha e veja tudo o que fazemos na ARI!
Você será muito bem vindo.

 


World Union for Progressive Judaism - Latin America
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