Edição # 64 – novembro de 2012 / Cheshvan - Kislev 5773

 Chanuca – um milagre para os nossos tempos - Por Rabino Uri Lam (CIP)

Estamos nos aproximando da comemoração de Chanuca, conhecida como a festa da reinauguração do Templo, mas também como a Festa das Luzes. No Hemisfério Norte, a ideia de uma Festa das Luzes é comum a diversos povos, uma vez que nesta época as noites são as mais longas e frias do ano. Já no Hemisfério Sul, temos dias muito claros e noites curtas. Assim, para nós, do Hemisfério Sul, a ideia literal de uma festa que ilumine e aqueça nossas casas precisa ser recontextualizada. Minha sugestão é que a Festa das Luzes ilumine não apenas as casas, mas as almas e que aqueça nossos corações e esclareça nossos valores judaicos, para que sejam lidos à luz dos tempos e dos lugares em que vivemos.

A palavra Chanuca significa, literalmente, Dedicação, pois o feriado celebra a rededicação do Templo depois da sua profanação pelas forças de Antíoco IV no ano 164 aec. Alguns interpretam o termo Chanuca como a junção entre o verbo chanu (estacionaram) e as duas últimas letras da palavra, kaf + he, que representam o número 25, pois os macabeus se restabeleceram no Templo de Jerusalém no dia 25 de Kislev.

Chanuca é um dos poucos feriados judaicos não mencionados na Bíblia Hebraica. A primeira documentação conhecida surge somente 250 anos depois, com os relatos do historiador Flavio Josefo (Yossef ben Matitiahu), que se refere ao mesmo como Chag Haurim, a Festa das Luzes. Um século depois, a festa recebeu o nome pelo qual se tornaria mais conhecida: Chanuca, nome dado nas fontes rabínicas. Estas mesmas fontes rabínicas praticamente não falam de toda a complicada missão dos macabeus para reconquistar o Templo das mãos dos selêucidas. Em vez disso, preferem se concentrar no milagre do pequeno cântaro de azeite especialmente preparado para manter acesas as luzes da Menorá, cujo óleo durou oito vezes mais do que se esperava, permitindo que fosse fabricado mais azeite sem deixar a Menorá – e o Templo – às escuras. O primeiro relato deste milagre está registrado no Talmud, 600 anos após a época da reconquista do Templo pelos macabeus, cujas lideranças vinham de famílias sacerdotais.

Segundo os nossos rabinos (Talmud Bavli, Shabat 21b), as luzes de Chanuca não devem ser acesas somente dentro de casa, voltadas para dentro. Ao contrário, devem ser colocadas na janela, para que suas luzes se espalhem para o mundo ao nosso redor.


Um ponto central da festa de Chanuca é o seu significado do dever do povo judeu de preservar a sua identidade diante das ameaças de assimilação de costumes estranhos aos nossos e da perda daquilo que nos define como judeus. Curiosamente, as mesmas luzes de Chanuca que buscam nos distinguir são muito parecidas com as luzes das festas de outros grupos religiosos que também aproveitam a época do ano para deixar suas casas e ruas mais iluminadas. Assim, qual é a mensagem de Chanuca para nós, hoje em dia? Devemos distinguir as nossas luzes das luzes dos outros? Ou devemos somar as nossas luzes às luzes dos demais povos?

Olhando de longe, fica difícil discernir entre as nossas luzes e as luzes dos outros nesta época do ano. Todas são belas, coloridas, e alegram a vida em momentos de escuridão e tristeza. Porém, olhando mais de perto, podemos ver que cada povo tem a sua própria chama, a sua própria alma. Mas para perceber isso é preciso se aproximar mais, estar mais junto.

Que neste período de Chanuca nós possamos nos aproximar mais das nossas luzes, das nossas almas judaicas. Vamos iluminar os nossos valores éticos mais profundos com atitudes práticas e colocar as nossas luzes nas janelas de nossas casas, escolas e comunidades. Que as luzes de Chanuca nos inspirem para que sejamos uma luz não apenas para nós mesmos, mas para todos os povos ao nosso redor. Deste modo, poderemos nos entender mais e nos respeitar mais, sem perder o que nos define como indivíduos e como povo. Se isso acontecer, poderemos dizer que nes gadol haia pó, que um grande milagre aconteceu aqui.

 "Connections 2013" - 36ª Convenção Internacional bianual da WUPJ - Inscrições abertas!


A WUPJ convida a todos para a

36ª Convenção Internacional da WUPJ Connections 2013 –
"Fazendo a Diferença" / 28 de Abril – 5 Maio, 2013 - Jerusalém


Será uma oportunidade para aprender, explorar, questionar, envolver-se e inspirar-se juntamente
com a família WUPJ do mundo inteiro.

Presença confirmada de alguns dos mais emocionantes e atraentes líderes judaicos, como:

Irwin Cotler
Membro do Parlamento canadense, professor emérito de Direito na Universidade McGill e ex-ministro da Justiça e Procurador-Geral do Canadá. Se destaca pela atuação marcante nas áreas de liberdade de expressão, liberdade de religião, diretos das minorias e da justiça de crimes de Guerra.

Ruth W. Messinger
Presidente do American Jewish World Service (AJWS), organiza ção que apoia os direitos humanos das pessoas marginalizadas em todo o mundo.

David Grossman
Escritor israelense com obras traduzidas para mais de 30 idiomas. Escreveu oito romances aclamados internacionalmente, além de relatos jornalísticos e trabalhos literários e teatrais destinados ao público infantil.

Rabino Rick Jacobs
Presidente da Union for Reform Judaism.


Mais uma vez, a convenção mundial da WUPJ também vai proporcionar momentos marcantes com
a realização de serviços religiosos e apresentações que terão a presença de músicos e cantores talentosos especialmente convidados.


Mais informações e inscrições pelo site no site www.wupjconnections.org
Se tiver dúvidas, entre em contato pelos e-mails 2013@wupj.org.il ou contato@wupj-latinamerica.org

Confira as emoções de "Connections 2011"
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=cObdO-8kmIY
Galeria de fotos: http://wupj.org/assets/news/Connections2011PhotoGallery.wmv


 Fundación Judaica (ARG) envia representante ao Seminário Beutel

A próxima edição do Seminário Beutel de Liderança será realizado em fevereiro de 2013, em Jerusalém. Trata-se de uma oportunidade para o estudo de textos antigos e da história judaica e também de discutir problemas sociais e políticos do mundo judaico; a espiritualidade e a liderança comunitária em um contexto judaico-progressista.

Nos últimos dez anos, cerca de 200 pessoas de todos os lugares do mundo costumam participar do seminário realizado no Instituto Internacional de Educação Anita Saltz, da WUPJ.

      
    

Os participantes são indicados por suas respectivas comunidades. Nesta próxima edição, o representante da América Latina será Enrique Jurkowski, secretário adjunto da Fundación Judaica, da Argentina.  

 Seminário Bergman para Educadores Judeus Progressistas

A WUPJ realiza em julho de 2013, em Israel, mais uma edição do Seminário Bergman para Educadores Judeus Progressistas. Na última edição, o curso contou com representantes de mais de 40 países.

Nesta edição, o seminário irá focar-se na grande variedade de narrativas judaicas e trabalhar a partir da tensão criativa entre Israel e as comunidades da Diáspora. A proposta é refletir sobre os desafios críticos que o povo judeu enfrenta; encontrar projetos criativos que abordem estes desafios; e conceber iniciativas imaginativas próprias do grupo.



A programação ainda combina aulas, leitura de textos e visitas a diversos locais onde o conteúdo do curso pode ser vivenciado na prática, incorporando arte e cultura, espiritualidade e liturgia, Língua Hebraica, história e memória, política, valores judaicos, pedagogia e outros temas.

O corpo docente é composto por renomados estudiosos e educadores, como Rabino Steve Burnstein, Diretor; Anat Hoffman; Steve Israel; Yael Katz; Sally Klein-Katz; Professor Paul Lipz, Educador Sênior; Rabino Michael Marmur; Rabino Joel Oseran; Rabina Mira Regev. Outro atrativo é o fato de os participantes do seminário terem como base o Beit Shmuel-Mercaz Shimshon, do "The Anita Saltz International Education Center", da WUPJ, com vista para as muralhas da Cidade Velha de Jerusalém.

 Intercâmbio entre as afiliadas à WUPJ no Brasil
Rabinos de diversas instituições afiliadas à WUPJ-LA visitarão a SIBRA, em Porto Alegre (RS), para conduzir os serviços religiosos de Shabat durante o período em que o prof. Guershon Kwasniewski, líder religioso daquela comunidade, conclui seus estudos rabínicos em Israel.

Participarão do intercâmbio os rabinos Leonardo
Alanati, da Congregação Israelita Mineira, Sergio Margulies, da Associação Religiosa Israelita (RJ),
e Rubens Sternschein e Uri Lam, ambos da
Congregação Israelita Paulista.


Rabino Uri Lam e prof. Guershon Kwasniewsk
 Vereadores cariocas fazem homenagem ao chazan Oren Boljover

(E-D) Rodolfo Zuckermann; Mauro Wainstock; o "chazan" Oren Boljover, da Associação Religiosa Israelita (ARI); José Kogut, ex-diretor-geral do Instituto Nacional do Câncer; e Silvina Boljover, esposa de Oren
Com a Câmara Municipal do Rio de Janeiro lotada,
o chazan Oren Boljover, da Associação Religiosa
Israelita (ARI), recebeu o título de "Cidadão Honorário
do Município do Rio de Janeiro".

Na mesma ocasião, por iniciativa da vereadora Teresa Bergher, o jornalista Mauro Wainstock, diretor do Alef News, recebeu a "Medalha Albert Sabin", concedida àqueles que "contribuem para o incremento das relações entre o Brasil e Israel e lutam contra a discriminação".
 Revista Devarim – nova edição

O número 19 da revista do moderno judaísmo brasileiro – Devarim – será lançado no final de novembro,
com as seguintes temáticas:

• O reconhecimento pelo Estado de Israel dos rabinos das vertentes religiosas liberais (termo usado para incluir o leque de correntes não alinhadas com a ortodoxia) é abordado através de uma entrevista com a Rabina Miri Gold.

• Os motivos do indiscutível sucesso da ciência em Israel são o tema da entrevista com o presidente Instituto Weizman.

• A motivação e o objetivo do Museu Judaico recentemente inaugurado em Curitiba e uma carta do
ex-embaixador de Israel no Brasil, Jack Keinan.

• Uma brilhante análise de Anne Frank, sob a ótica de sua proficiência literária e as observações
de Ary Coslov a respeito de teatro e judaísmo.

• Uma curiosa janela é aberta sobre a vida da comunidade judaica de Uganda, que nasceu há aproximadamente 100 anos no centro da África e é praticamente desconhecida pelos judeus brasileiros.

• Os rabinos da ARI, Sérgio Margulies e Dario Bialer, registram suas delicadas percepções da vida judaica, desde as raízes do passado até os dias de hoje.

• Paulo Geiger assina suas "Cócegas no Raciocínio", que nos convidam a pensar de forma instigante
e bem humorada.

• A revista publica ainda duas resenhas de livros.


Devarim é distribuída gratuitamente pela ARI-RJ.
Para receber a publicação, basta enviar e-mail
com nome e endereço postal para:
devarim@arirj.com.br

A revista também pode ser acessada na rede,
no link http://www.docpro.com.br/devarim/

A biblioteca eletrônica contém recursos para
pesquisa de todos os números e seus textos
podem ser usados para propósitos didáticos.
 12º Encontro de Profissionais e Dirigentes - Joint Distribution Committee

A cidade de Quito, no Equador, foi palco do 12° Encontro de Dirigentes de Instituições e Comunidades Judias Latino-americanas e do Caribe, promovido pelo Joint Distribution Committee.

Mais de 500 voluntários e profissionais de sinagogas, escolas, clubes esportivos e entidades comunitárias de Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, México, Paraguai, Uruguai, e Venezuela interagiram e compartilharam momentos de estudo, reflexão e experiências.

O rabino Dario Bialer, da ARI-RJ, foi o representante da WUPJ-LA no encontro, tendo participado também de uma Convenção Rabínica que ocorreu na capital equatoriana.




 Palestra no Equador
  Recentemente afiliada à WUPJ-LA, a Congregação Bet Chadash,
no Equador, contou com a presença muito especial do rabino Juan Mejia, do Institute for Jewish and Community Research que proferiu a palestra "Liturgia Judaica: mitos, história e realidade".
 Rabino Stephen L. Fuchs deixa a WUPJ
A WUPJ anuncia que o rabino Stephen Lewis Fuchs deixou seu posto como presidente executivo da organização desde outubro de 2012, devido a problemas de saúde e esperamos possa se restabelecer prontamente. Rabino Fuchs fez contribuições significativas para a WUPJ e deixa uma profunda impressão como um defensor eloquente e comprometido com o Judaísmo Progressista.

Juntamente com sua esposa Vickie, ele visitou mais de 65 comunidades ao redor do mundo, compartilhando a história e o trabalho da organização. Suas várias visitas à nossa região foram marcadas por valiosa colaboração para divulgar a missão e compromisso do pensamento judaico progressista.

Michael Grabiner, presidente, expressou a apreciação da Diretoria do Conselho Executivo e dos colaboradores da WUPJ dizendo que o "rabino Fuchs foi um forte defensor de valores e ética do judaísmo progressista ao redor do mundo e agradecemos a ele por seus incansáveis esforços em nome da organização. Desejamos-lhe apenas o melhor".
 


World Union for Progressive Judaism - Latin America
http://www.wupj-latinamerica.org
contato@wupj-latinamerica.org